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domingo, 11 de setembro de 2016

PROPINA - eis o que movimenta a política


A propina É a regra do jogo. A naturalidade com que é paga revela que há uma cultura da corrupção entre políticos e empresários.

Para mudar essa cultura é preciso que as autoridades e a sociedade civil atuem duramente contra a corrupção, que a justiça criminal seja reformada e que os empresários se recusem a pagar e denunciem o corrupto.

A receita é do juiz Sergio Moro, encarregado da Lava Jato, e foi prescrita como sendo a única saída para o problema que corrói o Estado brasileiro.

A propina é a regra. A extorsão existe, mas é exceção.
E é a essa regra que se espraiou por todos os tecidos da sociedade, que os empresários precisam reagir.


segunda-feira, 21 de março de 2016

SOBRE A PUBLICAÇÃO DO EL PAIS


Imagem retirada da página do site EL PAIS 

Eu não conheço a tendência do site, mas, se existe uma coisa que eu aprendi com o tempo e a experiência foi que qualquer um que trate a Dilma por "presidenta" não é um representante da direita.

No 2°§ começa a ficar mais nítida esta tendência pois surgem os termos "jogada" e "populismo jurídico"... E termina por ficar evidente ao afirmar "o crescimento das vozes que questionam [...] as decisões de Moro[...]" como se este pretenso crescimento viesse das ruas, sendo que AS RUAS (representadas pelos manifestantes pró governo no dia 18/03/2016), em sua imensa maioria, se quer sabiam o motivo das manifestações.

No 3°§ o assunto passa a ser as aspirações ditas populistas do juiz. Desvia-se do assunto - legalidade das ações - para se dar um embasamento que o justifique, ou seja, explicar como um juiz vindo de uma cidade como Maringá pretende "manipular" os fatos para se tornar conhecido e reconhecido nacionalmente. Em outras palavras, o texto acusa Moro de ter uma AMBIÇÃO DESMEDIDA.

Na sequência o texto afirma ter sido apenas e tão somente a gravação entre Lula e Dilma que levou a imprensa, a população e alguns setores da política a concluírem tratar-se de uma estratégia para tirar Lula das mãos do juiz e colocá-lo nas mãos do STF. Esquece-se de dizer, o referido texto, que, além desta, outras interceptações de conversas foram divulgadas, sendo que nestas a intenção fica mais que evidente (por exemplo: a conversa entre Lula e um advogado). 

No 5°§ questiona-se a competência do juiz Moro para revelar gravações envolvendo autoridades de foro privilegiado e a relevância do ato. Bem, este privilégio só passa a contar para atos praticados após a indicação, logo, nenhum ato praticado anteriomente à esta nomeação goza de tal regalia. Neste sentido a gravações poderiam sir vir a público... O fato de a presidente estar presente  nas gravações não torna esta passível de censura posto que ela (a presidente) não foi "grampeada" e nem era investigada. Se Dilma ou o Obama forem interceptados em ligações telefônicas com alguém que é investigado, estas conversas não se tornam legalmente CENSURÁVEIS pelo simples fato de que estes sujeitos, apesar das prerrogativas da lei, se desvirtuaram de suas funções na medida em que mantiveram contato com pessoas investigadas.



É mentira que advogados foram "grampeados". Todas as conversas envolvendo advogados foram gravadas não no telefone destes, mas nos telefones do Lula ou do Instituto que leva seu nome. Trata-se do mesmo caso citado acima: se você não quer ser pego num grampo, não atenda ou faça chamada para pessoas investigadas.

Sobre a delação premiada a ladainha é a mesma: acusa-se o juiz de usar a prisão preventiva por tempo indeterminado como forma de forçar uma delação. Bem, a destruição de provas por parte de muitos deles já provou que este argumento não tem fundamento. Dizer que as prisões preventivas nõ garantem "o direito de defesa, o contraditório e a presunção de inocência" é outra falácia, pelo simples fato que a fundamentação jurídica para tal foi de tal forma embasada que presisou-se recorrer à coerção dos juizes indicados pelo PT (e até nomeação de outros) para que se conseguisse "relaxar" a prisão.

O "grupo de Curitiba" está sendo o único a levar a cabo uma investigação de tal envergadura e por isso está sendo tão atacada pelos investigados - lê-se: o governo e seus aliados políticos.

Quanto à alegação de que os tribunais superiores que derrubaram algumas das decisões do juiz Moro, o fizeram tendo por base que este "manteve prisões com fundamentos genéricos" e "violou competência do Superior Tribunal Federal ao deixar de enviar à corte investigação que citava autoridades com prerrogativa de foro", são todas infundadas também. ESTAS ALEGAÇÕES CONSTAM DOS AUTOS, MAS FORAM FEITAS POR MINISTROS COM O RABO PRESO.

Está ficando cansativa esta explanação dos fatos, então vou parar por aqui. Mas o texto do link prossegue na mesma linha de defesa de raciocínio.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Preventiva ou temporária?

Fonte: ESTADÃO
Texto de: José Roberto de Toledo



A prisão do marqueteiro João Santana e de sua sócia virou termômetro do impeachment de Dilma Rousseff. Se de temporária ela virar preventiva, não significará apenas que as malas de mão lavadas pelos detidos serão insuficientes para o período que permanecerão em Curitiba. Será sinal de que Sérgio Moro e os investigadores da Lava Jato acharam mais do que anunciaram.

Mais até. Implicará que a frase enfatizada no documento que justificou a prisão e que foi repetida à exaustão pelo governo - de que os valores pagos pelos serviços do marqueteiro durante as campanhas eleitorais de Dilma, Lula e Fernando Haddad foram legais - era despiste. Reforçará suspeitas de que Moro disfarça seu alvo porque ele está além de sua alçada como juiz.



Se, de fato, houver mais do que foi anunciado sobre os valores pagos à João Santana, a hipótese de cassação de Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral ganhará força. As eventuais descobertas da Lava Jato devem ser anexadas aos processos contra a presidente, como já antecipou aquele ministro que costuma ser mais vocal fora dos autos do que dentro. Mas aí as coisas se turvam em vez de clarear. As implicações da cassação atingem o vice-presidente José Temer, o poder do PMDB e o eventual sucessor de Dilma.

O julgamento do TSE não é rápido nem definitivo. Seja qual for o veredicto, haverá recursos. Não é impossível que se arraste por seis, oito ou até dez meses. Enquanto isso, os políticos e o Congresso vão se mexer. Se sentirem que o TSE pende pela cassação da chapa Dilma/Temer, devem se antecipar para não perder o controle da sucessão.



Nesse cenário, o impeachment de Dilma pela Câmara deixará de ser uma possibilidade remota para se tornar uma probabilidade iminente.. Ao PMDB interessará mais manter-se no poder, com Temer na Presidência, do que se arriscar numa eleição para a qual  não tem candidato forte - o que aconteceria se  a cassação da presidente e do vice ocorresse até 31 de Dezembro, isto é, na primeira metade dos mandatos para os quais foram eleitos.

É um cenário que também abre possibilidades para os tucanos rivais de Aécio Neves. Com Lula batendo recordes de rejeição, todos acham que a próxima eleição presidencial será uma oportunidade única de vencer. Mas, se ela for antecipada - pela lei, ocorreria 90 dias após a vacância da Presidência -, será muito difícil para Geraldo Alckimin e José Serra tomarem a vez de Aécio. O mineiro aparece melhor do que ambos no Ibope.



Ou seja, a cassação de Dilma?Temer pelo TSE até 31 de dezembro interessa a Aécio, mas não necessariamente a todo o PSDB, muito menos à maioria do PMDB. Já o impeachment de Dilma pela Câmara manteria o calendário eleitoral para 2018 e daria chance aos tucanos de se viabilizarem, seja dentro do PSDB, seja em outra sigla. Para complicar ainda mais, há o fator Marina Silva.

A presidenciável da Rede mostrou viabilidade na pesquisa do Ibope sobre potencial de voto. Sua rejeição é a menor entre os seis nomes testados. No caso de uma eleição agora, sob o repúdio aos políticos tradicionais, ela pode tentar surfar a onda da renovação - e fazer da fragilidade do seu partido uma arma.



Tudo isso sem falar que, em caso de cassação de Dilma e Temer, quem assume por 90 dias é o presidente da Câmara. Hoje, Eduardo Cunha seria presidente da República por três meses se os ministros do TSE julgassem procedentes as denuncias da Lava Jato. Se ocorrer cassação só em 2017, aí a eleição é indireta e o novo presidente terá a legitimidade de quem foi eleito por deputados e senadores.

O resumo é que as consequências da Lava Jato são mais complexas do que aparentam. As investigações não acabarão com a crise nem levarão a um horizonte claro sobre o seu fim. Por isso, nem só petistas anseiam por saber se Santana será liberado logo. Se não for, o jogo é outro.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Fonte: Blog do Beto

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAIS um governo foi tão recalcitrante, aético e amoral como este da Dilma.

A imoralidade bateu às portas do Palácio do Planalto e ali fez sua moradia permanente. É, na verdade, uma casa de esquizofrênicos. É também uma casa onde a corrupção fez o seu ninho mais fértil desde que o Lula botou os pés lá dentro e o seu principal ministro, José Dirceu, saiu algemado para o presídio da Papuda.

O sindicalismo, que deu origem ao PT, apodreceu, esfacelou-se nos sucessivos escândalos do mensalão e da Lava Jato. Não à toa, dois dos seus principais homens de finanças foram flagrados roubando os cofres públicos.

Delúbio Soares, o primeiro tesoureiro, vive com uma tornozeleira eletrônica, vigiado dia e noite como um bandido comum. O segundo, João Vaccari Neto, está recolhido à penitenciária. Pesam contra ele acusações seríssimas: a de roubar a Petrobrás e achacar empresários para manter o PT do Lula no poder.

A orgia financeira, porém, não acaba aí. Ao lado do gabinete da Dilma, numa sala decorada de estrelas vermelhas, um senhor de barba rala, com cara de assustado, como se estivesse a qualquer momento esperando para ser algemado, é o terceiro tesoureiro da quadrilha. Trata-se de Edinho da Silva, um ex-deputado estadual por São Paulo, inexpressivo na política e na vida social, já denunciado na Lava Jato. De comum entre os três, apenas o fato de não serem expoentes do partido, razão pela qual foram escolhidos a dedo por Lula como boi de piranha para intermediar o assalto às empresas públicas.

Os brasileiros vivem hoje uma situação vergonhosa, calamitosa, desastrosa. Os ministros e os ex-ministros do PT são vaiados e até ameaçados. Não podem sair às ruas sem escoltas com medo de serem agredidos ou insultados pela população. A Dilma, empoleirada dentro de um gabinete, só sai de lá para entregar as casas inacabadas do “Minha Casa, Minha vida”, um programa assistencialista adotado por políticos fisiológicos em troca de voto.

O Brasil parou. E a presidente, sem iniciativa, entrega ao Congresso Nacional um orçamento que já prevê um déficit de mais de 30 bilhões reais.

A Lei de Responsabilidade Fiscal foi jogada no lixo pelo Joaquim Levy, da Fazenda, e Nelson Barbosa, do Planejamento, com o argumento cínico de que ela é omissa quando se refere a um orçamento aleijado como o que eles apresentaram ao Senado Federal. O que se pode entender desse descalabro econômico? Que a Dilma deixou de governar, que não tem paciência para administrar o país, que a lama despejada dentro do Palácio do Planalto já chegou à sua sala. E o pior: vive cercada de ministros corruptos envolvidos na Lava Jato.

A Dilma, com a sua incompetência, desmantelou uma geração de brasileiros que até há pouco tempo vivia gritando em manifestações e estádios de futebol, o slogan ufanista: “Sou brasileiro, com muito orgulho...” No início desta semana três fatos marcaram a política brasileira que dão bem a dimensão do descaminho político do Brasil: Zé Dirceu sendo inquirido pelos próprios petistas na CPI da Lava Jato, silencioso, com cara de presidiário; o pedido de impeachment da Dilma feito pelo jurista, Hélio Bicudo, 93 anos, um dos fundadores do PT; e a denuncia feita pelo Ministério Público ao primeiro bando da operação Lava Jato que incluem, entre outros personagens, o próprio Dirceu e João Vacari Neto, ex-tesoureiro do PT, que sempre viveu à sombra do Lula.

E a julgar pelas palavras do Juiz Sergio Moro, a operação Lava Jato ainda vai chegar ao chefão.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Bandidos soltos: qual o próximo passo?



Como citado em matéria do site de Veja, a nação da "operação Lava-Jato" possui grande similaridade com a nação da "operação mãos limpas", que,  para quem não sabe, foi uma operação italiana de faxina anti-corrupção (máfia), ocorrida na década de 1990, e que resultou na prisão de cerca de 1.300 empresários e parlamentares. Aos dizeres do juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso brasileiro e estudioso do processo italiano: "Assim como na Itália, a [nossa] classe política não goza de prestígio junto à população".

Estando "todos os homens do presidente" envolvidos em alguma tramóia administrativa - posto ser este o modo de governar petista - a população brasileira, assim como o juiz Moro, já sabia que a FARRA DA "PUNIÇÃO" não iria muito longe. Desta forma, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu libertar os empreiteiros que faziam negócios ilícitos com o governo mafioso brasileiro, ninguém se surpreendeu, apenas se indignou.

A festa em Brasília - e em "São Bernardo do Campo" - já estava encomendada e a conta paga pelos nossos bolsos. Por outro lado, neste momento, apesar da aparente calmaria "rebelde", a armada petista ainda está longe de respirar aliviada. Pipocam denuncias todos os dias, sendo, grande parte delas, desdobramentos do que já foi descoberto graças à delação premiada e às investigações da polícia federal.

A mídia, vem se empenhando em analisar as pegadas deixadas pela esquerda golpista no caminho infame que trilha rumo a tomada definitiva do poder... Meu Deus, que linguagem panfletária!!! Ora, se tudo o que fazem tem um pé na  ilegalidade, basta olhar mais de perto. Será fácil encontrar irregularidades.






Mesmo assim, a população ainda teme que tudo termine em pizza. O PT tem juízes no bolso (nem todos, felismente) e a oposição não é tão oposição assim. Mas o brasileiro está mais atento. Os jovens de hoje não são os cara-pintadas de outrora. Eles estão mais conscientes e estão engajados. Eles sabem que não podem confiar nos políticos e se organizam de maneira independente, recorrendo aos polícos "apenas" para cobrar posições e atitudes. Muitos participam do próprio jogo político, seja partidariamente ou como juízes, delegados, procuradores, reporteres, intelectuais, enfim... Desta vez será mais difícil para os PTralhas se safarem. E quanto à pizza, bem, a pizza é italiana e os italianos já nos mostraram como se faz uma boa fornada.