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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Alckmin elege Doria em São Paulo


Geraldo Alckmin foi o grande ganhador das eleições em São Paulo. Depois de passar pela morte prematura de seu filho caçula em um acidente aéreo ainda não explicado (para os teóricos da conspiração) logo após sua reeleição em 2014, Alckmin consegue eleger seu apadrinhado para a prefeitura da capital da maior e mais influente cidade brasileira.

As ligações "secretas" entre PT e PSDB são de muito conhecidas pelos já mencionados "teóricos da conspiração". É a tal TEORIA DAS TESOURAS, segundo a qual é necessário que haja uma pseudo-oposição para que os anseios da população seja aplacada e o povo possa ser mais eficientemente enganado, para então acreditar que vive num regime democrático.

Com a desmoralização do PT e aliados, sobretudo nas eleições municipais deste ano, o PSDB tem grande chance de tomar o lugar do PT no protagonismo político.

VAMOS OBSERVAR ATENTOS.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Preventiva ou temporária?

Fonte: ESTADÃO
Texto de: José Roberto de Toledo



A prisão do marqueteiro João Santana e de sua sócia virou termômetro do impeachment de Dilma Rousseff. Se de temporária ela virar preventiva, não significará apenas que as malas de mão lavadas pelos detidos serão insuficientes para o período que permanecerão em Curitiba. Será sinal de que Sérgio Moro e os investigadores da Lava Jato acharam mais do que anunciaram.

Mais até. Implicará que a frase enfatizada no documento que justificou a prisão e que foi repetida à exaustão pelo governo - de que os valores pagos pelos serviços do marqueteiro durante as campanhas eleitorais de Dilma, Lula e Fernando Haddad foram legais - era despiste. Reforçará suspeitas de que Moro disfarça seu alvo porque ele está além de sua alçada como juiz.



Se, de fato, houver mais do que foi anunciado sobre os valores pagos à João Santana, a hipótese de cassação de Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral ganhará força. As eventuais descobertas da Lava Jato devem ser anexadas aos processos contra a presidente, como já antecipou aquele ministro que costuma ser mais vocal fora dos autos do que dentro. Mas aí as coisas se turvam em vez de clarear. As implicações da cassação atingem o vice-presidente José Temer, o poder do PMDB e o eventual sucessor de Dilma.

O julgamento do TSE não é rápido nem definitivo. Seja qual for o veredicto, haverá recursos. Não é impossível que se arraste por seis, oito ou até dez meses. Enquanto isso, os políticos e o Congresso vão se mexer. Se sentirem que o TSE pende pela cassação da chapa Dilma/Temer, devem se antecipar para não perder o controle da sucessão.



Nesse cenário, o impeachment de Dilma pela Câmara deixará de ser uma possibilidade remota para se tornar uma probabilidade iminente.. Ao PMDB interessará mais manter-se no poder, com Temer na Presidência, do que se arriscar numa eleição para a qual  não tem candidato forte - o que aconteceria se  a cassação da presidente e do vice ocorresse até 31 de Dezembro, isto é, na primeira metade dos mandatos para os quais foram eleitos.

É um cenário que também abre possibilidades para os tucanos rivais de Aécio Neves. Com Lula batendo recordes de rejeição, todos acham que a próxima eleição presidencial será uma oportunidade única de vencer. Mas, se ela for antecipada - pela lei, ocorreria 90 dias após a vacância da Presidência -, será muito difícil para Geraldo Alckimin e José Serra tomarem a vez de Aécio. O mineiro aparece melhor do que ambos no Ibope.



Ou seja, a cassação de Dilma?Temer pelo TSE até 31 de dezembro interessa a Aécio, mas não necessariamente a todo o PSDB, muito menos à maioria do PMDB. Já o impeachment de Dilma pela Câmara manteria o calendário eleitoral para 2018 e daria chance aos tucanos de se viabilizarem, seja dentro do PSDB, seja em outra sigla. Para complicar ainda mais, há o fator Marina Silva.

A presidenciável da Rede mostrou viabilidade na pesquisa do Ibope sobre potencial de voto. Sua rejeição é a menor entre os seis nomes testados. No caso de uma eleição agora, sob o repúdio aos políticos tradicionais, ela pode tentar surfar a onda da renovação - e fazer da fragilidade do seu partido uma arma.



Tudo isso sem falar que, em caso de cassação de Dilma e Temer, quem assume por 90 dias é o presidente da Câmara. Hoje, Eduardo Cunha seria presidente da República por três meses se os ministros do TSE julgassem procedentes as denuncias da Lava Jato. Se ocorrer cassação só em 2017, aí a eleição é indireta e o novo presidente terá a legitimidade de quem foi eleito por deputados e senadores.

O resumo é que as consequências da Lava Jato são mais complexas do que aparentam. As investigações não acabarão com a crise nem levarão a um horizonte claro sobre o seu fim. Por isso, nem só petistas anseiam por saber se Santana será liberado logo. Se não for, o jogo é outro.
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Aécio neves e seu partido - o PSDB - trairam o Brasil


O Brasil foi enganado quando elegeu o Lula em 2002 e 2006. Foi novamente enganado quando optou por eleger a candidata do Lula em 2010. Sofreu estelionato e testemunhou uma campanha vechatória em 2014. Mas, ainda neste ano, houveram aqueles que decidaram dar um basta e não votar em Dilma Roussef. Votaram em Aécio Neves, pensando, errôneamente, que este seria o candidato capaz de nos livrar daquilo que a cada dia parece mais inevitável: transformar o Brasil em um país aos moldes da Venezuela, Bolívia, Argentina, Cuba - o que há de pior na América Latina.


Ontem o candidato Aécio Neves provou não ser exatamente aquilo que esperávamos que fosse. Além de encabeçar uma oposição pífia, inépta, vergonhosa e covarde, este senhor deu provas de que sua oposição ao governo não passa de um mero discurso de campanha. Aécio acaba de deixar cair por terra a capa de cordeiro que sustentava.

Em uma data em que deveria estar no Brasil defendendo o direito dos brasileiros que o elegeram para o senado e votaram nele para presidente, resolve viajar para Nova York participar de uma solenidade que nada tem a ver com os interesses reais do país. Preferiu homenagear um colerrigionário do que homenagear aqueles que depositaram nele a esperança de salvar o país das mãos de políticos corruptos e inescrupulosos.



Ontem Aécio Neves perdeu milhares de votos. Não adiantou não comparecer à Comissão de Constituição e Justiça do Senado para escapar de ter que se justificar pelo voto a favor do governo e contra a população. O povo sabe. O povo viu. O povo está de olho. O povo não esquecerá.

Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissat optaram pela traição. Merecem ser ignorados pelo povo assim como foram ignorados por ele.



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também não fica para traz. Ele "convenceu" o seu partido, o PSDB, a atrasar a apresentação da proposta de impeachment. Fez a vontade do governo, assim como quando preferiu "deixar o Lula sangrar"... Não acredito em coincidências. Não em coisas que envolvam a política, porque política é um jogo de estratégia e não um jogo de azar. Quem JOGA "MELHOR" vence e a esquerda vem ganhando este jogo graças à compra ou chantagem aos políticos. Na verdade, O MENSALÃO NUNCA ACABOU. Pelo contrário, se apliou para além do Senado, da Câmara... Não é só para conseguir aprovar o seus projetos que o dinheiro roubado de nós pelo PT se presta. É para viabilizar um projeto de poder hegemônico, arbitrário, cruel e antidemocrático.

Nas próximas eleições o povo se lembrará. Nas próximas eleições o povo já escolheu: Ronaldo Caiado, Ônyx Lorenzoni e Jair Bosonaro. Estes sim são nossos representantes.