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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

IMPEACHMENT - O golpe final




Nesta terça-feira (29/09/2015) PT e PMDB se reuniram para negociar mais um ministério para a legenda - o sétimo. O Lula estava lá. Apesar de não contar com nenhum cargo político, Luiz Inácio ainda dá as cartas nas negociatas mais importantes envolvendo a legenda e o governo (cadê a presidANTA?).

A pauta, segundo divulgado pela imprensa, foi a "reforma ministerial". O objetivo seria, ao que parece: amansar o PMDB, partido que sempre funcionou como escora para o PT. Lula "aconselhou" Dilma a dar mais um ministério à legenda. Alguns acreditam que esta estratégia se deve ao fato de o PMDB ser o partido que tem o poder de levar adiante o processo de impeachment. Lembrem-se: o vice-presidente da República, o presidente da Câmara dos Deputados e o presidente do Senado Federal (na ordem: Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros
) são peemidebistas. Contudo, o impedimento da presidente a cada dia se mostra mais inevitável. O jeito seria fazer o que o PT sempre fez muito bem: fingir aceitar o processo democrático e agir nos bastidores para manipulá-lo a seu favor.


Façamos uma recapitulação dos acontecimentos: como se sabe o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, teve seu nome citado na Operação Lava Jato.  Citação esta que ocorreu como "adento" à delação premiada já assinada e já negociada. A inclusão "post tempore" do seu nome fez parte de uma manobra para desacreditar Cunha e diminuir o seu apoio entre os oposicionistas. Concomitantemente a isto, a advogada Beatriz Catta Preta - quarto braço da operação Lava Jato e para quem eram encaminhados os investigados com intenção de firmar um acordo de delação premiada - resolve renunciar à advocacia e abandonar seus clientes dizendo-se intimidada "pelos integrantes da CPI". Ora, uma delação premiada, para que seja acertada, deve conter uma narrativa que justifique a sua aceitação pela autoridade competente. Após aceita, nos termos em que foi estabelecida, segue-se a delação em si... Acrescentar dados à delação que já foi negociada e aceita é algo inusitado, para não dizer estranhamente suspeito. Certamente a história por traz destes fatos um dia ainda será conhecida de todos.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, já deixou mais do que claro que é um defensor dos interesses de Dilma e do PT. Bem, tendo estes três personagens - Temer, Cunha e Calheiros - sob sua batuta e podendo manipulá-los a seu bel prazer, o PT já pode esquecer o apoio à Dilma e fingir que aceita o clamor das ruas: o impeachment.

Enganam-se aqueles que não acreditam que Eduardo Cunha ou mesmo o Congresso Nacional impedirão o afastamento da presidente. Ela será afastada sim, mas o PT continuará dando as cartas e a população será acalmada e mais uma vez enganada pela esquerda golpista.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Fonte: Blog do Beto

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAIS um governo foi tão recalcitrante, aético e amoral como este da Dilma.

A imoralidade bateu às portas do Palácio do Planalto e ali fez sua moradia permanente. É, na verdade, uma casa de esquizofrênicos. É também uma casa onde a corrupção fez o seu ninho mais fértil desde que o Lula botou os pés lá dentro e o seu principal ministro, José Dirceu, saiu algemado para o presídio da Papuda.

O sindicalismo, que deu origem ao PT, apodreceu, esfacelou-se nos sucessivos escândalos do mensalão e da Lava Jato. Não à toa, dois dos seus principais homens de finanças foram flagrados roubando os cofres públicos.

Delúbio Soares, o primeiro tesoureiro, vive com uma tornozeleira eletrônica, vigiado dia e noite como um bandido comum. O segundo, João Vaccari Neto, está recolhido à penitenciária. Pesam contra ele acusações seríssimas: a de roubar a Petrobrás e achacar empresários para manter o PT do Lula no poder.

A orgia financeira, porém, não acaba aí. Ao lado do gabinete da Dilma, numa sala decorada de estrelas vermelhas, um senhor de barba rala, com cara de assustado, como se estivesse a qualquer momento esperando para ser algemado, é o terceiro tesoureiro da quadrilha. Trata-se de Edinho da Silva, um ex-deputado estadual por São Paulo, inexpressivo na política e na vida social, já denunciado na Lava Jato. De comum entre os três, apenas o fato de não serem expoentes do partido, razão pela qual foram escolhidos a dedo por Lula como boi de piranha para intermediar o assalto às empresas públicas.

Os brasileiros vivem hoje uma situação vergonhosa, calamitosa, desastrosa. Os ministros e os ex-ministros do PT são vaiados e até ameaçados. Não podem sair às ruas sem escoltas com medo de serem agredidos ou insultados pela população. A Dilma, empoleirada dentro de um gabinete, só sai de lá para entregar as casas inacabadas do “Minha Casa, Minha vida”, um programa assistencialista adotado por políticos fisiológicos em troca de voto.

O Brasil parou. E a presidente, sem iniciativa, entrega ao Congresso Nacional um orçamento que já prevê um déficit de mais de 30 bilhões reais.

A Lei de Responsabilidade Fiscal foi jogada no lixo pelo Joaquim Levy, da Fazenda, e Nelson Barbosa, do Planejamento, com o argumento cínico de que ela é omissa quando se refere a um orçamento aleijado como o que eles apresentaram ao Senado Federal. O que se pode entender desse descalabro econômico? Que a Dilma deixou de governar, que não tem paciência para administrar o país, que a lama despejada dentro do Palácio do Planalto já chegou à sua sala. E o pior: vive cercada de ministros corruptos envolvidos na Lava Jato.

A Dilma, com a sua incompetência, desmantelou uma geração de brasileiros que até há pouco tempo vivia gritando em manifestações e estádios de futebol, o slogan ufanista: “Sou brasileiro, com muito orgulho...” No início desta semana três fatos marcaram a política brasileira que dão bem a dimensão do descaminho político do Brasil: Zé Dirceu sendo inquirido pelos próprios petistas na CPI da Lava Jato, silencioso, com cara de presidiário; o pedido de impeachment da Dilma feito pelo jurista, Hélio Bicudo, 93 anos, um dos fundadores do PT; e a denuncia feita pelo Ministério Público ao primeiro bando da operação Lava Jato que incluem, entre outros personagens, o próprio Dirceu e João Vacari Neto, ex-tesoureiro do PT, que sempre viveu à sombra do Lula.

E a julgar pelas palavras do Juiz Sergio Moro, a operação Lava Jato ainda vai chegar ao chefão.